Prudens quid pluma niger secundum

Próximo do céu escarlate: 17/09/19 Shigatse a Lhasa

O dia começaria às 09:30 para fazermos a última etapa que não conseguimos ontem para tirar a habilitação temporária local. Então combinamos de encontrar as 08:00 no café da manhã. E organizar qual estratégia para seguir para Lhasa assim que liberasse as habilitações por volta de meio dia. Um dos colegas indicou macarrão instantâneo de almoço para ser rápido, acredito que vai ser isso mesmo e depois 6h de estrada.

Uma bela aurora

No final, o processo foi somente proforma. Nos apresentamos, apresentamos a papelada e fomos liberados enquanto o guia organizava as aprovações e assim voltamos para o hotel para aguardar a liberação final.

O guia voltou 12:30 e finalmente voltamos para a estrada. Logo que saímos da cidade, paramos para reabastecer.

Prontos para finalmente pegar a estrada de novo

Seriam 80km até a próxima cidade e depois mais 40km até o checkpoint policial, no final o checkpoint estava a 20km.

A estrada atravessa o vale acompanhando o rio com as imponentes montanhas em volta. Muito bonita a paisagem, agora a preocupação em impor ritmo para conseguirmos chegar em Lhasa antes de escurecer me vez parar menos para fotos.

De volta a estrada

Num dado momento havia um trecho em construção. Basicamente estão duplicando uma estrada que na minha opinião é suficiente para o trânsito que tem. Além disso, há uma super ferrovia sendo construída em paralelo e em vários pontos é possível ver onde fizeram túneis para reduzir a quantidade de curvas (algo que não é bem vindo em ferrovia).

Uma marca registrada da China: obras e mais obras

Após o checkpoint policial, o guia pegou um das motos (um colega passou mal e desde ontem o mecânico vem pilotando). A recomendação é seguirmos ele daqui por diante porque há muitos radares e o limite de velocidade é 60km/h. E assim fomos enfadonhamente por um par de kms até um momento que o próprio guia perdeu a paciência e nos liberou por conta, indicando que em 40km faríamos uma parada no posto. Bom, o posto estava a 50km e isso deu um pouco de frio na barriga.

Abastecidos avançamos mais um pouco até o próximo checkpoint com as montanhas em volta e o rio serpenteando ao lado, atravessando pequenas vilas.

Numa dessas, um maluco saiu do nada da lateral e entrou na pista da rodovia de uma vez (não sei porque me lembrou Moçambique) e ainda bem que consegui reagir a tempo. Agora a 500m outro maluco tentou o mesmo e um carro o acertou. Estavam lá no meio da pista, estatelados.

Já são 18:30 e o sol continua a pino. Só não vou falar que parece sol de 16:30 porque provavelmente é mesmo, não fosse o fuso seguir Beijing.

Trecho muito agradável

O guia novamente pediu para o seguirmos, uma vez que já estávamos próximos a Lhasa. E pior que estávamos mesmo. Daqui a pouco pegamos um super anel rodoviário novinho em folha com direito a ponte estaiada, 3 faixas em cada pista e tudo o mais. Não foi possível parar para fotos, uma pena.

Essa parte mais externa está sendo usada para expansão da cidade e novamente o modelo chinês de conjuntos e mais conjuntos de prédios desponta no horizonte.

Mais um pouco e estamos nas ruas do centro zigue-zagueando no trânsito digamos caótico. Vou ser sincero que se não fosse pela quantidade de carros, nem chamaria de trânsito, fluindo de boa e com bastante espaço para avançarmos com as motos.

Não satisfeito, o guia resolveu seguir por um monte de ruelas antigas e dividíamos o espaço com os pedestres com o cuidado para não atropelar as crianças, para finalmente chegarmos ao hotel as 19:30.

Como saímos sem almoço e o caminhão ainda não tinha chegado com nossa bagagem, resolvemos sair para jantar logo. No intervalo de subir no quarto e deixar capacete e jaqueta, o caminhão chegou e a turma toda foi num restaurante nepalês na esquina da avenida do hotel.

Caminhando pelas ruas de Lhasa

Para minha grata surpresa, adivinha o que tinha no cardápio? Pizza. Pedi o mix de carne de Yak, porco e frango. Sensacional, só faltou o azeite que o caboclo do restaurante explicou que não tinha.

Pizza time!

Veja a peripécia de ontem aqui. Continue comigo nessa viagem aqui.

2 Respostas

  1. Pingback: Próximo do céu escarlate: 16/09/19 Sakya a Shigatse | Clã do Gallo Preto

  2. Pingback: Próximo do céu escarlate: 18/09/19 Lhasa | Clã do Gallo Preto

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