Prudens quid pluma niger secundum

Próximo do céu escarlate: 19/09/09 Lhasa

Novamente o plano era fazer o segundo City Tour a partir de 09:30, então tempo mais que suficiente para acordar de boa.

Iniciaríamos pelo Potala Palace, sinceridade ao chegarmos perto e ter a ideia da grandiosidade da estrutura, fiquei boquiaberto. O único porém é que as visitas são separadas por grupos por hora e o nosso ficou para 13:00.

O Palácio Potala é realmente imponente

Assim o guia decidiu nos levar no templo Jokhang que iríamos à tarde. Por acaso é o mesmo templo que passamos por fora ontem quando estávamos perambulando pela rua do centro antigo. Foi uma visita corrida, uma vez que 12:00 deveríamos voltar para o Potala Palace.

Novamente uma riqueza de detalhes incrível nas pinturas na parede e nas estátuas. Uma pena que foi meio corrido.

Voltamos para o Potala Palace e realmente é uma lugar incrível. A grandiosidade da estrutura é fora do comum. O tenso é subir as rampas infinitas. Ao menos a vista é de tirar o fôlego, literalmente.

Vários chineses tiravam foto com o dinheiro na mão, depois que vi que tinha a imagem do palácio na nota e tirei foto também, uai

Até efetivamente entrarmos no palácio, foi possível tirar fotos, uma vez dentro do mesmo, nenhuma foto era permitida. Acredito que duas justificativas sejam plausíveis, a primeira é a questão do flash que sabemos que é nocivo para pinturas antigas. A segunda é uma impressão minha pela quantidade de turistas que perambulam nos locais (principalmente chineses, absurdo a quantidade). Imagina cada um parando e fazendo 500 poses para escolher a melhor foto. Ia gerar engarrafamento.

Neste caso, a organização da visita é bem bolada, se entra por uma extremidade e sai por outra oposta, criando um bom fluxo e com a vantagem de ter um panorama de parte da cidade quando se chega no palácio e outra vista ao sair. Bacana demais.

The Tibet Riders
Creio ser um bom motivo para viajar

Por volta de 14:30 completamos os passeios previstos e então fomos procurar um restaurante para o almoço. O guia indicou o House of Shambhala que lembro ser nos arredores no hotel, passamos na porta ontem ao voltar do centro antigo.

O nome e a explicação dos ingredientes dos pratos é a melhor parte do restaurante. Após comer um delicioso filé de Yak no que podemos chamar de molho madeira, partimos para mais uma perambulação pelas infinitas ruelas do centro antigo.

Um dos companheiros descobriu a existência de uma loja de artesanato feito à mão e imaginamos a ideia de chegar lá e ver a galera fazendo os artesanatos que cansamos de ver na miríade de lojinhas.

A loja chama Dropenling. Para chegar fomos meio que no cheiro e seguindo algumas indicações do guia e do caboclo do House of Shambhala. Alcançamos um pedaço muçulmano do bairro (com direito a mesquita) e o Hotel Heritage que era a referência de localização.

Ao chegar na Dropenling encontramos algo diferente do que esperávamos, apesar de ter vários produtos feitos à mão e num conceito interessante de ajudar a população de baixa renda do interior. Então encontramos bolsas, tapeçaria, mantas, bijuterias e brinquedos de pano bem bacanas. Aliás recomendo demais a visita a quem vier.

E de quebrar no mesmo beco, ouvindo um barulho de calderaria, vamos lá conferir e encontramos vários artesãos malhando bronze para montar as incríveis estátuas que vimos nos monastérios e templos e não podíamos tirar fotos. Sensacional o trabalho dos artesão e finalmente podemos tirar fotos, mesmo que no estado cru, das benditas estátuas.

Finalmente poder tirar fotos das benditas estátuas de Buda

Continuamos caminhando perdidamente até encontrar alguma referência para achar o caminho do hotel. E assim achamos a avenida principal onde ele fica. Parte da galera resolveu descansar, eu e mais dois resolvemos dar uma volta na avenida só para passar o tempo.

Consegui até um ângulo interessante da avenida a partir da passarela com o Potala Palace ao fundo, exceto por um bendito de um poste que ficou no caminho. Voltando para o hotel, numa das esquinas, um grafite me chama a atenção.

O curioso grafite

Depois de conferir mais de perto, olho para o lado e vejo o símbolo da cerveja Vedett, olho com mais calma a vidraça e varias garrafas expostas. Cervejas importadas, praticamente tudo que se possa imaginar e a gente bebendo a Lhasa Beer que é uma porcaria. Foda é que amanhã vamos sair cedo e boteco estava fechado agora à tarde. Caramba! Se soubesse disso ontem!

Fizemos uma hora no hotel para aquela cochilada básica com selo Grilão e depois saímos para jantar novamente no House of Shambhala. Realmente a comida é muito boa e o atendimento muito simpático, recomendo demais.

O restaurante House of Shambhala

Agora é terminar de juntar as coisas, uma chuva fora de hora agora à noite deixou parte da roupa um pouco molhada, amanhã ponho de volta na sacola e estaremos prontos para pegar a estrada de volta a Shigatse as 07:45.

Veja a peripécia de ontem aqui. Continue comigo nessa viagem aqui.

2 Respostas

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