Prudens quid pluma niger secundum

Dicas

03/02/13 a rota do lagarto e um pouco mais

Foi final de janeiro agora que a Brojeta, vulgo Juliana, prima do Brojo, aproveitou que pegaria um ponte aérea em VIX para retornar para Bhz depois de longos dias de parmegiana nas praias de Iriri e me chamou para um encontro à mineira, ou seja, num buteco.
– Fantini, esse doutorado ainda me mata, preciso achar alguma coisa que fale sobre as interações das pessoas no dia a dia das calçadas gerando conhecimento e, velho, porque estou perguntando isso a um engenheiro?
Pensei em dizer “já consultou o Mestre Grilo?”, mas estava inspirado:
– Já leu “Emergência – A dinâmica de rede em formigas, cérebros, cidades e softwares” de Steven Johnson? Tem um capítulo inteiro falando sobre isso aí.
Agradeceu, mas não pagou a conta do buteco. Mulheres.
Mais de semana depois, o Fernandinho da Ayso estava reclamando sobre o mal tempo e que estava foda de passear de moto. Mandei ele tirar a bunda mole do sofá e simplesmente pegar a moto e sair por aí. E a partir dessa rápida conversa e sem muita intenção, meio que surgiu a idéia de um pulo até a Rota do Lagarto em Pedra Azul.
– Você topa, Fantini?
– Uai, porque não? Marca aí.
De repente já tinha uns 15 caboclos confirmados e assim como Johnson comenta no livro, de uma interação simples começa a surgir uma ordenação complexa, sem que houvesse alguma liderança ali direcionando o caminho. E aí o que era uma volta até a Rota do Lagarto passou a ser um passeio completo com direito a Festa da Uva em São Bento de Urânia, almoço em Venda Nova do Imigrante e retorno através de Santa Tereza. Cai alho! Nada mal hein, Fernandinho?

O tempo estava ruim

O tempo estava ruim

Cheguei uns 15 minutos mais cedo no ponto de encontro em Camburi porque precisava abastecer a srta. Hellen Dawson, havia uns 4 caboclos que nunca vi mais gordos. E nem se podia dizer que era por causa do mal tempo de domingo. O que estava travando o povo em casa era mesmo o Sambão do Povo na noite anterior, até o Chico parecia japonês com os olhinhos fechados. E aí olho de novo (tudo bem que com 1 hora de atraso) e já estávamos sendo incomodados pelos frentistas porque praticamente fechamos o posto.
Aquilo me deu um frio na barriga lembrando do episódio em Ribeirão Preto SP, quando num ultra mega blaster super bonde de mais de 150 motos (eu no fundo como sempre), começa a chover e metade dos barrigas verdes me param no meio da rodovia para botar capa de chuva. Até hoje a cena de travar os freios da antiga companheira dona stefânia vendo no retrovisor o carro parar a um centímetro de nós me dá calafrios. Ainda bem que choveu canivete e já lavou a calça na mesma hora.

Querendo criar ordem na bagaça

Querendo criar ordem na bagaça

Apesar de confiar na ordem surgindo a partir da base, seguindo o mesmo Johnson, resolvi acrescentar mais umas pequenas regras na condução do grupo, basicamente o que interessa: onde seriam as próximas paradas e distribuição das motos para permitir quem quizesse esticar e quem quizesse andar mais tranquilo convivece em paz. Porque tinha de tudo ali, de CBR 1000 a Biz.
– Fantini, a Biz é da menina do caixa do posto.
– Uai, foi mal então. Essa jabiraca está aí no meio, também!
E assim nós fomos subindo a BR262. Segui atrás em praticamente toda a primeira perna do trajeto, fazendo questão de acompanhar os menos apressados para que não ficassem muito para trás. Primeira parada Posto do Café na entrada para Araguaia. Faltou café.

Faltou café

Faltou café

Passamos rapidamente em São Bento de Urânia para aproveitar um pouco da Festa da Uva. Tirando o fato de dois “guardinhas de trânsito” lá me importunarem enquanto parava a moto na sombra, valeu a visita pelo trecho de estradinha vicinal com curvas bem fechadas. Ainda mais agora que estou praticando as dicas da “Cornering Bible“. Sim, custom também faz curva se você aprender como.

Entrada para Rota do Lagarto

Entrada para Rota do Lagarto

Em seguida mais um trecho da BR262 até a entrada da Rota do Lagarto em Pedra Azul. Posso afirmar que chega a ser tão linda quanto o singelo trecho da Estrada Real entre Ouro Preto e Ouro Branco em Minas. Mas os 30km da estrada real tem algo que aqui em Pedra Azul não tem, tem Minas. E aí já viu, mineiro é patriota até sob tortura. Mas recomendo demais a estradinha da Rota do Lagarto, inclusive vou lá novamente com calma para tirar algumas fotos. Para quem como eu acha que moto foi feita para rodar em qualquer canto, a saída até a BR262 está sendo recapeada e então está só no cascalho. Fino!

Venda Nova do Imigrante

Venda Nova do Imigrante

Voltamos em seguida para a BR262 para alcançar Venda Nova do Imigrante e parar para o almoço. Nesse ponto, parte do comboio debandou, alguns voltando direto para Vitória, outros almoçando em outro ponto. Mas grande parte ficou e fomos então em direção a Santa Tereza. Este trecho de estrada vicinal estava fantástico. Curvas na dose certa com raios variando entre médios e fechados. Não suportei, deixei o espírito tiozão para trás junto com a poeira na cara dos pobres colegas de bonde e fui avançando com srta. Hellen Dawson até a cabeça do comboio. Andei um bom trecho forçando o contra esterço e o controle de aceleração até onde as plataformas permitiam. Diversão garantida. Mas aí percebi que estava abusando andando junto com os mais empolgados e voltei para o segundo grupo onde estavam as trails. O Well do Vitória MC ficou pasmado com o fato de eu conseguir gastar toda a circunferência do largo pneu traseiro. Sim, o pneu largo deixa a dirigibilidade em segundo plano em nome da estética. Com um pouco de paciência e muita prática, dá para se conviver com os dois. Mas, caros companheiros de leitura, não tentem isso em casa, é perigoso para cai alho!

O Well ficou com as pernas bambas

O Well ficou com as pernas bambas

Paramos em Santa Maria de Jetibá porque parte do povo havia ficado muito para trás (viu porque não pode se sair correndo por aí se achando o rei da cocada preta?). Depois viemos a saber que a moto de alguém tinha soltado a corrente. Resolvemos esperar um pouco apesar de que havia chegado a notícia para seguirmos viagem.

Santa Maria de Jetibá

Santa Maria de Jetibá

Nisso um camarada nativo se aproxima e faz a pergunta óbvia que já deixa a gente tenso porque lá vem enxurrada de perguntas esdrúxulas:

– É quantas cilindradas?
– Corre muito não é? Alcança qual velocidade?
– É correia ao invés de corrente, que coisa estranha!
– Tenho um terreno de 250m2 para vender. 65mil. Interessa?

boy that escalated quickly

boy that escalated quickly

– O que?! Cai alho! Boy, that escalated quickly.

Nisso resolvi assaltar o posto onde estávamos, de repente consigo dar uma entrada no terreno que o cara ofereceu.

tentando me tornar 1%

tentando me tornar 1%

Como o povo cuja moto parou não vinha de jeito nenhum e a tentativa de assalto foi frustada porque de 1% não tenho nem o patchzinho, resolvemos pegar estrada e retornar para Vitória. Acabou que passamos direto por Santa Tereza. Direto por assim dizer, porque vai ter que fazer zigue zague assim lá na casa do capeta! O caras querem mesmo que a gente conheça a cidade.
Chegando em Vitória cada um indo para seu bairro, exceto o colega do Vitória MC, Courrier salvo engano, que teve que voltar à barreira policial para pegar o documento da moto porque foi fichado em função do farol de xenon da naked dele. E srta. Hellen Dawson nos sacolejos lá da saída da Rota do Lagarto tinha queimado novamente a porcaria da lanterna traseira (vou ter que botar um led) passou batido. Ninguém pára moto custom. Foi mal aí.

Amigos e iniciativa, não precisa mais nada

Amigos e iniciativa, não precisa mais nada

E assim aquilo que era só para ser uma voltinha com os amigos acabou se transformando num grande passeio e certeza de outros mais a seguir. Steven Johnson tinha razão.

Anúncios

21/12/12 christmas ride

Acho que vou considerar tornar a voltinha de natal algo tradicional. Ano passado estive em Araxá e este ano voltei para Bhz. Se daquela vez enfrentamos eu e saudosa dona stefânia uns bons 700 e poucos km com frio e chuva em cada trecho, dessa vez a nova companheira, srta hellen dawson, teve que enfrentar um escaldante início de verão.
Ao contrário de suas demais conterrâneas, acostumadas com frio e neve nessa época do ano em paragens mais ao norte do mundo, srta hellen dawson foi obrigada a sobreviver a uma viagem iniciada às 12:30. Não, não recomendo a ninguém, ainda mais se considerar que de Vitória a Bhz são pouco mais de 550km, o que deu para vencer em umas 7 horas e pouco. Eu sei que tem muita gente que gasta bem mais tempo e nem é questão de correr, é só questão de aproveitar a estrada.

Granjas reunidas em Bhz

Granjas reunidas em Bhz

Como era um horário bem atípico, sendo a tarde de uma sexta e véspera de natal, a estrada estava bem vazia. O que foi muito útil considerando que para nós dois aquilo era novidade. De um lado eu pela primeira vez a domar aquele exagero de motor em um trecho mais comprido, do outro a moto que acredito não ter ainda conhecido esse trajeto.
A primeira impressão é que realmente o sistema de suspensão “softail” cumpre com o que promete. Aliado a frente gorda, temos uma estabilidade incrível. Como estava muito acostumado com dona stefânia com sua menor altura, suspensão não tão confortável e o garfo dianteiro que não apresentava a mesma rigidez, fiquei realmente muito surpreso com a facilidade de contornar as curvas, algo que sempre preocupa em qualquer moto custom. Ainda mais deste tamanho.
Além disso o motor com fôlego. Fôlego? Melhor é dizer dois pulmões de folga. Foram pontos muito específicos em que tive que fazer uso da 4a marcha. Basicamente fiquei na 6a marcha, reduzindo para 5a quando um regime de rotação um pouco mais alto foi necessário para uma ou outra ultrapassagem. E isso subindo morro inclusive.
E naturalmente devem estar imaginando, o maluco subiu a serra, partindo meio dia, nessa lua, em cima de uma “big twin”, já era, fritou os bagos. Bom, neste caso, um providencial sistema de refrigeração de óleo, instalado pelo antigo proprietário foi de grande valia. Mas vale lembrar que a estrada aberta é o território dessas motos e portanto, o próprio vento se encarregara do recado. Ainda assim foi de grande valia atrás deste ou daquele caminhão onde fomos obrigados a reduzir o ritmo até conseguir ponto para ultrapassar.
Bom, todos estes pontos positivos, mas lógico que tem que ter algum revés, afinal nem tudo na vida são flores. E eu no alto dos meus 1,67m comecei a sentir a dolorosa adaptação a uma moto cuja ergonomia foi pensada para camaradas maiores. Com o banco original e uma grelha para levar a parca bagagem no lugar do banco de garupa, não conseguia achar um bom apoio lombar, o que me obrigou a segurar o corpo com os braços e pés.
Para os braços foi terrível, pois a fatboy vem com aquele maldito guidon cruiser. Que cai alho é aquele? Quem disse que aquela coisa é confortável? O pulso dobrado a viagem toda e ainda fazendo força para segurar o corpo contra o vento. O guidon já era, tinha dado alguma confiança, mas sem chance, terá que ser substituído. O guidon da heritage é o que tem mais me agradado em termos de visual e conforto, vou ter que arrumar um similar.
Para as pernas, bem, apesar do “desconforto” que sentia com as pedaleiras da antiga moto, não achei posição com as plataformas da atual. Isso eu ainda não pensei como resolver, ainda estou pensando numa solução a respeito. Mas acredito que um daqueles bancos que te mantêm mais a frente possam ajudar bastante, coisa que vou ter que olhar.
E nessas horas valeria a pena estar debaixo da neve só para ter uma revenda que realmente prestasse para verificar as peças antes de comprar algo no escuro e esperar pacientemente pela entrega.
Mas de modo geral e comprovado na viagem de volta, já na terça, apesar das várias dores que apareceram pelo corpo todo rsrs, não tem discussão sobre a ciclística e força do motor. E como acaba se trabalhando numa rotação relativamente baixa, o consumo também ficou muito bom comparado com a velocidade média e alguns tiros que dei aproveitando os trechos de reta e estrada vazia.
Só continuo com minha opinião que não justifica o valor que se cobra numa moto nova, mesmo com a opção de utilizar óleo lubrificante para motor diesel em seu motor.
Ah! E sim, se você também mora no litoral, sugiro adquirir o radiador de óleo (que se danem os puristas!), pois realmente terminar uma viagem de pouco mais de 550km com uma panela de óleo fritando debaixo do banco num calor de 40oC não é coisa que desejo para meu pior inimigo.


15/07/12 não dá para defender

Sábado passado e neste domingo resolvi dar umas esticadas rápidas com dona stefânia já que não tinha como ir muito longe devido a outros compromissos. E falo de passeio curto mesmo, 70km subindo a BR262 até o Posto do Café no sábado e hoje um tiro de 50km até o trevo de Guarapari para tirar uma foto ao lado da emblemática e praticamente esfinge placa indicando que por uma estrada vicinal se chega a Buenos Aires! Decifra este vórtice espaço temporal.

Viagem de moto é isso, curtir a estrada, sem estresse, sem compromisso, ir a um lugar para tomar um suco e comer um pão com queijo quente ou simplesmente pousar naquela referência improvável que você passa várias vezes em função de alguma outra viagem.
Na semana passada, assumo que resolvi subir para o posto do café de última hora. Estava na loja do Chico, vou lá quase todo sábado bater um papo com o amigo e ver as motos em exposição. Sai de lá por volta de 11:00 e resolvi ir tomar o bendito suco. A questão é que como não estava nada programado (exatamente do jeito que eu gosto), estava somente de jeans surrado e camiseta. Confesso que no meio da subida, quando o clima da serra aperta, dá vontade de dar um tapa na própria cara por ser tão estúpido de estar sem jaqueta. Não por causa da proteção, mas por causa do frio mesmo.
Passa por mim uma leva de “motociclistas”, com suas máquinas maravilhosas de mais de 1.000cc e suas parafernálias de segurança. Todos esbaldando as marcas coloridas das jaquetas e calças e botinas e capacetes. E eu lá com o jeans surrado e camiseta. Passaram por mim de nariz em pé, se sentindo os deuses do olimpo. Até que um deles, perceptivelmente barriga verde e ainda mais travado com tanta roupa erra uma aproximação da fila de carros, quase cai e derruba todo mundo como num boliche.
Em seguida vem uns dois ou três “motoqueiros”, no mesmo estado que eu, jeans, camiseta, um moletom surrado por serem mais espertos, nas suas CGzinhas ou BROSzinhas com a namorada subindo a serra provavelmente para visitar algum parente ou coisa que o valha. Exceto pelo fato de não terem condição de fazer uma ultrapassagem mais rápida, estão ali, rodando seus kms e ouso dizer que somam mais kms nas costas do que muito dito “motociclista” que se faz questão de não ser colocado no mesmo, digamos, patamar que a turma da baixa cilindrada.
Tenho certeza que a turma das motos grandes que passou por mim deve ter achado um absurdo eu estar numa rodovia só de camiseta. Eu já acho um absurdo um camarada botar na cabeça de um conhecido que este deve comprar moto e toda a sorte de badulaque de “segurança” para começar a viver e as vezes o sujeito nem leva jeito para coisa. Deve ter sido o caso do distinto lá que quase jogou a turma toda no chão. E nessa hora, não é capacete e jaqueta cara que te salva.
Quer ter segurança ao andar de moto? Respeite os limites da estrada, os limites da sua máquina e os limites do seu corpo. Sai mais barato que muito badulaque de grife que tem por aí e posso afirmar que funciona muito mais.
Mas aí hoje no domingo, já voltando do passeio até a placa que indica que Buenos Aires é logo ali pegando uma estrada vicinal no trevo de Guarapari, venho pelo BR101 já em Cariacica. Novamente só de jeans e camiseta. Vi o motoqueiro com sua CG guerreira a minha frente. Vi também uns cachorros meio que perdidos, como sempre ficam tentando atravessar a pista. Já diminui para dar espaço para o camarada a minha frente diminuir, o básico de sempre.
Ele passa os cachorros, eu também, aí ele quase pára, no meio da rodovia e olha para trás para xingar os cachorros. Isso mesmo. Xingar os cachorros! Como bem imaginou o Nelo, deve ter sido algo do tipo: “O CACHORRO DO CARALHO, SAI DA PISTA, A CADELA DA SUA MÃE NÃO TE EDUCOU?” ou coisa que o valha. Cai alho!
Acredito que se fossem os distintos “motociclistas” da semana passada a minha frente, teríamos um belo de um engavetamento, por todos, o “motoqueiro” e os “motociclistas” que cito, não estarem e nem se preocuparem em estar preparados para situações como essa. Ou mais ainda, devidamente atentos e com habilidade necessária para não criar situações como essas. Ainda bem que os velhos e bons reflexos do tempo de trilha fizeram seu papel de anjo da guarda novamente e consegui sair de fino do maldito a minha frente. Mas como passei pela esquerda dele e com uma urrada forte da dona stefânia para ter tração suficiente para equilibrar a manobra, é provável que ele tenha caído na rodovia com o susto.
Alguém deve querer saber: “Mas ele caiu mesmo, Fantini?”
Não sei. Eu não olho para trás para xingar.


Moto parada, bolso furado!!

Há muito não posto nada… Simplesmente por ter caido na mesmice frenética de final de ano e entrega de projetos! Então hoje resolvi comentar sobre o final de semana passado que trouxe velhas energias de volta e levantou bastante poeira.

Já faz um bom tempo que, erroneamente, tenho deixado minha XT600 de lado e dado mais atenção a minha moto custom. Nao classifico como um erro, mas como uma distração! E na semana passada percebi que ela já não queria mais sair do estacionamento! Talvez parada total devido ao tempo sem rodar, talvez birra por ver que sua irmã gordinha estava sempre a passear.

Pois bem, depois de um bela fuçada e uma boa empurrada de moto por dois quarteirões até a oficina, descobrimos que o giglê de baixa tinha travado e logo mais a noite quando ela me deixou na mao, os contatos do relê de partida tb! Moto parada é prejuízo na certa…
Ok!!! Nada q uma mexidinha não resolvesse!!! Uma boa limpada e desoxidada nos contatos do chicote, uma troca de gasolina e limpeza de carburador e pronto!!!

Pois bem… Qdo a coloquei para rodar pensei: quer passear!? Quer rodar!? ENTÃO TOMA!!!

Parti para Rio Acima em busca de uma cachoeira que sabia que teria amigos lá! E fui me perder e me divertir nas estradas de terra e trilhas mais leves, com minha garupatroa junto!!! Passamos pela estrada do Viana, fomos ate cachoeira de Chicadona pegamos um caminho alternativo pela trilha e achamos a cachoeira Tinta Roxa e curtimos muito! Filamos o rango da mocada e vazamos!!

Foi uma tarde linda e cansativa!
Boas companhias e ótimos momentos….
Muita poeira… Muita saudade… Tudo de um valor inestimável!

Cuidem de suas motos! Elas valem o seu sorriso!!!

20120126-000452.jpg


Pensamentos de Como Encarar as Chuvas

Já fiz e ouvi varias vezes essa pergunta: Como Devo Encarar as Chuvas na Estrada!?
A resposta, agora, é simples: Com receio e aquecido!

Cheguei a essa conclusão ao final do dia 13/10/2011 quando rumávamos, e chegamos, a Blumenau-SC. Estávamos preparados para chuva leve, mas nao esperávamos rodar aproximadamente 500km sob tempestade. Foi tenso e frio!!!

As calcas e jaquetas, vendidas como impermeáveis, são preparadas para chuvas leves e curtos trechos. Fomos pegos pelo excesso de confiança nos equipamentos e acabamos ensopados. Rodamos algo entorno de 8h chovendo. Consegui manter o peito protegido, mas os braços quase congelaram. As mãos estavam protegidas por luvas de couro e, por baixo, por luvas de procedimento cirúrgico. Em uma cidadezinha qualquer, compramos moletom e roupas de chuva. Bem, na verdade apenas o Thiago comprou roupas de chuva enquanto eu e Hermann compramos Moletons para ajudar a aquecer, já que havia apenas uma capa disponível.

Diante de tudo que rolou pensei em compartilhar umas dicas, coisas básicas que podem ajudar!

Evite as chuvas se possível, é uma adversidade das mais incomodas e inseguras. O risco de acidente é eminente devido a pouca visibilidade (tanto sua, quanto dos demais veículos) e incomodo da umidade e frio.

Tenha a viseira do capacete limpa e desembaçada, mesmo que seja necessário abrir uma frestinha do capacete! Aconselho os produtos de limpeza que são facilmente encontrados hoje em dia. Quando a luz do dia brigar com as gotas da viseira utilize a viseira escura opcional ou um óculos escuro, quebrando os reflexos que podem incomodar.

Carregue consigo e de fácil acesso, um moleton reserva um conjunto de roupas de chuva com bolso externo para moedas do pedágio (estilo usado diariamente por motoboys). Acredite: é a melhor solução e de ótimo custo/benefício.

Proteja as mãos com luvas de borracha de procedimento cirúrgico. Elas mantém suas mãos secas e aquecidas! Vale a pena levar um par para cada parada, já que elas ficam nojentas!

Use roupas adequadas para o trecho em questão, dê preferencia para um velho e confortável jeans quando possível, em tempo seco! Abuse de calcas de cordura em tempos úmidos e chuvas leves! Vc se ajuda na limpeza e se aquece!

Nos dias e trechos mais frios ( serras, matas, etc ) use segunda-pele ou se prepare para um frio que vc nao pegou ainda. Tenha para você o conceito de conforto particular, em termos de temperatura. O grupo pode estar bem, mas você estar caminhando para uma hipotermia sem perceber.

Procure utilizar um coturno ou botas impermeaveis e caso nao seja possível, proteja seus pés com sacolas e jornal. Lembre-se que a água tb pode entrar pela parte superior da Bota.

Use jaquetas do seu tamanho, nao maiores ou menores. Couro ou cordura, mas sempre confortável. Compre sempre pensando que vc pode querer ou precisar usar uma blusa mais quente por baixo.

Dê preferencia para as vestes que já tem costume, evitando novidades que podem ser desagradáveis. Longos trechos montados em sua motocicleta sentindo algum incomodo, sendo perturbado por algo apertando, fincando, te esfriando, suando e etc, pode ser muito perigoso por alterar sua paciência, humor e atenção.

Cuide-se o máximo possível! Nao tenha medo de encarar a chuva!!

Vigie os outros carros o tempo todo! Evite as poças de agua e manchas de oleo! Evite sustos com os caminhões e as nevoas que levantam ao passar!!!

Em grupo mantenham-se unidos numa formação mais densa, pode nao parecer, mas é muito mais seguro. Mantenham a velocidade constante, evitando acelerações e frenagens bruscas! E tenha sempre certeza do que está fazendo!!!

No mais… Boa estrada!!!


O que levar em uma viagem mais longa?!

Quando nos preparamos para viajar sempre compensamos nas mochilas aquela sensação de insegurança frente ao desconhecido, tanto para mais, quanto para menos carga!!

Isso é normal e se acha um equilíbrio conforme sua experiência aumenta! Para mais, quando queremos nos sentir seguros, estar prontos para o que der e vier! Para menos, quando acreditamos estar prontos e percebemos apenas quando longe que nos faltou um moleton ou uma bermuda!

Confesso ter montado meus alforjes quase próximo do exagero! E digo quase pois, passado uma semana ainda tenho camisetas e uma calca limpa! Mas me faltou uma blusa tipo Moleton que fosse pra um frio leve e fácil de carregar!!

Pretendo para uma próxima viagem adquirir camisetas dry-fit e uma calca tactel. Assim diminuo o volume e mantenho o conforto, podendo lavar mais roupas durante as hospedagens! No Sul o clima é muito instável nessa época de outubro e nossa mochila deve estar preparada para isso!!!

Devemos lembrar que sempre retornamos com carga a mais devido aos presentes, lembrancinhas e camisetas que compramos!!! Só de caneco da oktober estou retornando com dois gigantes!!

Até o momento viajo com dois alforjes laterais e os excessos em um montante na redinha no banco do passageiro!

Lembre-se de ter ao alcance das mãos, durante a estrada, dinheiro, protetor labial, colírio, máquina fotográfica e protetor auricular!! E de fácil acesso nas bolsas complementos para frio e capa de chuvas!


Orientação e objetivos

Nesses, até então, aproximadamente 1600 km já rodados percebo uma bela parcela dedicada a erros, voltas e desorientação nos passeios a cidades próximas às bases q temos firmado!!!

Temos gasto muito tempo acreditando (e errando) em nosso falho senso de direção, e dicas do “sô Zé” do que sentando e conversando diante de um mapa ( na mochila!! ) ou com um GPS LIgado!!!

Nos últimos 6 dias conseguimos nos perder bêbados, sóbrios, secos, molhados, de dia e de noite e por aih vai!!

Entendo de alma “que o que vale é a aventura”, mas acredito que tudo isso aumenta os riscos na estrada: cansaço, lusco-fusco, pane-seca, fome, ansiedade, etc!!!

Pensei hoje em colocar como prioridade um GPS para nos ajudar!
Nao quero usa-lo para encontrar um caminho entre BH e Betim!! Mas na boa, tente achar uma merda de saída de Itajaí ou um hostel em Floripa e vc acabara me pedindo ele emprestado!
Rsrsrsrsr